Definição

Reagente metalográfico composto por ácido pícrico (4 g/100 mL) saturado em álcool etílico. Ataca preferencialmente a cementita e os carbonetos, sendo superior ao Nital para revelar perlita fina em aços de alto carbono, distinguir perlita de martensita revenida e identificar carbonetos em aços ferramenta. O ácido pícrico seco é explosivo — mantenha sempre umedecido. Ver Reagentes Metalográficos.

Aplicação em laboratório

O reagente é aplicado por imersão da amostra em pequeno recipiente ou por esfregaço com algodão hidrófilo sobre a superfície polida. O tempo de ataque varia tipicamente de poucos segundos a alguns minutos, conforme o material analisado, a composição química exata do reagente e o objetivo da análise. Para aços-carbono, tempos curtos (5-15 s) já produzem contraste suficiente; ligas inox e materiais resistentes à corrosão exigem reagentes mais agressivos e tempos maiores.

Após o ataque, a amostra é imediatamente lavada em água corrente abundante, enxaguada em álcool etílico e seca com ar quente para evitar manchas, oxidação e resíduos de reagente que comprometeriam a imagem ao microscópio. Reagentes podem ser estocados em frascos âmbar fechados, mas alguns têm validade curta após preparação.

Cuidados e segurança

Como todo reagente químico de laboratório, deve ser manipulado em capela ventilada com luvas de nitrila, óculos de proteção, jaleco e máscara facial quando indicado pela FISPQ. Vapores de ácidos minerais (HCl, HNO₃, HF) são corrosivos para vias respiratórias e equipamentos próximos. O descarte segue normas de resíduos químicos da instituição — neutralização e segregação por tipo são procedimentos padrão.

A composição exata, tempo ideal e ordem de mistura devem ser obtidos em normas técnicas como ASTM E407, Vander Voort "Metallography Principles and Practice" ou literatura especializada. Nunca improvisar composições.

Termos relacionados

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