Definição
Solução química utilizada para revelar a microestrutura de uma amostra metalográfica polida por corrosão seletiva. Os principais reagentes são Nital (aços carbono), Picral (alto carbono e carbonetos), Kalling (inox austenítico), Vilella (inox martensítico), Tucker (alumínio) e Weck (titânio). Ver Reagentes Metalográficos.
Aplicação em laboratório
O reagente é aplicado por imersão da amostra em pequeno recipiente ou por esfregaço com algodão hidrófilo sobre a superfície polida. O tempo de ataque varia tipicamente de poucos segundos a alguns minutos, conforme o material analisado, a composição química exata do reagente e o objetivo da análise. Para aços-carbono, tempos curtos (5-15 s) já produzem contraste suficiente; ligas inox e materiais resistentes à corrosão exigem reagentes mais agressivos e tempos maiores.
Após o ataque, a amostra é imediatamente lavada em água corrente abundante, enxaguada em álcool etílico e seca com ar quente para evitar manchas, oxidação e resíduos de reagente que comprometeriam a imagem ao microscópio. Reagentes podem ser estocados em frascos âmbar fechados, mas alguns têm validade curta após preparação.
Cuidados e segurança
Como todo reagente químico de laboratório, deve ser manipulado em capela ventilada com luvas de nitrila, óculos de proteção, jaleco e máscara facial quando indicado pela FISPQ. Vapores de ácidos minerais (HCl, HNO₃, HF) são corrosivos para vias respiratórias e equipamentos próximos. O descarte segue normas de resíduos químicos da instituição — neutralização e segregação por tipo são procedimentos padrão.
A composição exata, tempo ideal e ordem de mistura devem ser obtidos em normas técnicas como ASTM E407, Vander Voort "Metallography Principles and Practice" ou literatura especializada. Nunca improvisar composições.
